segunda-feira, 16 de junho de 2014

Língua é música - vídeo com considerações

Essa entrevista da CBS 5 Bay Sunday sobre o livro "Língua é música", com a autora Susanna Zaraysky, é muito interessante. 
Confira o vídeo primeiro, depois leia as consideração que deixei sobre o que Susanna diz.

http://www.youtube.com/watch?v=eFpzeGoP-Kg


Susanna fala sobre aprender uma língua estrangeira usando música, mídia e outras atividades simples e fáceis de se fazer em casa. 
Ela fala 7 línguas, já viajou para 50 países diferentes e recomenda um estudo informal bastante produtivo, ou seja através de música, rádio e TV.
A poliglota ainda comenta que temos dois ouvidos e uma boca por uma razão: precisamos ouvir muito, para depois falarmos.
Segundo ela, a ordem adequada para o aprendizado de língua estrangeira é: primeiro devemos nos familiarizar com os sons da língua, ou seja, primeiro temos que ouvir muito a nova língua, para depois começamos a entender ou a aprender as palavras. E então por último partimos para o estudo da gramática.

Essas constatações de Susanna são realmente bem coerentes.
Eu costumo dizer aos meus alunos que uma canção, assim como uma língua estrangeira, quando nunca ouvida antes, pode causar um estranhamento no início. Mas se você a ouve várias vezes, vai se habituando ao seu som, à sua melodia, ao seu significado.
Porém é realmente imprescindível a exposição repetida aos sons da língua. A repetição é a prática que nos leva ao aprimoramento do ouvido. Mas é importante ouvirmos com muita atenção.
Depois de nos acostumarmos com a melodia do novo idioma, assim como com a canção, vamos analisar a letra ou as palavras, o vocabulário novo.
E em um último momento é que faremos uma análise mais profunda de como funciona uma palavra ligada à outra e como estruturar uma frase, assim como fazemos com as notas de uma composição musical. 
Até que depois de um tempo, com toda experiência de aprimorar o ouvido com a repetição, podemos cantar um trecho.
Após o reconhecimento de palavras, nos tornamos aptos a cantar mais um pouco e após a análise de estruturas, nos tornamos capazes de cantar ainda mais, cientes do significado da canção, até que nesse período ainda começamos a compôr canções inteiras.    

Voltando ao vídeo, Susanna fala de um outro aspecto que acredito ser uma dúvida de muitas pessoas. A questão é: precisamos morar em um país para aprender a falar a sua língua?
Susanna responde que não, que ela nunca morou em alguns países, porém fala a língua dos mesmos.
Eu realmente conheço pessoas, professores ou não, que são fluentes em algumas línguas estrangeiras, mesmo sem ter morado nos países de origem das mesmas.
Para se adquirir fluência é necessário tem um envolvimento com a língua, não importa onde, ou seja, não precisa ser necessariamente no país onde ela é falada. 
Mas o fator mais importante na aquisição da língua de forma completa é a dedicação. A pessoa que quer falar um idioma estrangeiro ou se comunicar bem, tem que dedicar horas de sua semana para ter um ótimo desenvolvimento. E essa dedicação deve envolver desde um estudo formal, com um professor que a instrua e avalie as suas competências, até o estudo informal, que a Susanna propõe e que já foi comprovado como eficiente também.
É sempre bom lembrar que o estudo fracionado é muito eficaz nessa organização de horas de estudo. Vale muito mais estudar 20 minutos por dia, todos os dias, do que 2 horas em um dia só da semana.

N vídeo é colocada também a ideia de que a nova língua deve fazer parte do seu dia-a-dia, ou seja, a recomendação é ouvir algo em seu carro, colocar lembretes pela casa, etc
E realmente só adquire excelência em competência linguística quem vive a língua estrangeira nas situações mais diversas de sua vida cotidiana.

Para finalizar, a apresentadora do programa ainda pergunta como Susanna faz para separar as línguas, ou melhor, para não confundir uma língua com a outra.
A resposta também é muito válida, já que Susanna sugere que a pessoa use atividades diferentes ou situações diversas, para que se possa praticar as línguas em ambientes diferentes. 

Website de Susanna:
http://createyourworldbook.com/

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Traduções de placas e menus para a Copa do Mundo, parte 1


É desolador ver a quantidade de absurdos escritos em placas e cardápios no Brasil, com tentativas de tradução do português para o inglês totalmente sem parâmetro ou conhecimento de língua.

Observando a matéria do site da Uol, vou comentar nessa postagem alguns casos e depois vou falar dos outros. Vamos lá, aos poucos, porque são muitos!  

Link da matéria:

http://tecnologia.uol.com.br/album/2014/06/10/chesse-mine-e-bread-with-cold-traducoes.htm#fotoNav=1

1. Queijo Minas:

Sugestão: acredito que Minas cheese seria mais apropriado. Mostra a origem do queijo, e esse é o intuito do nome original.
Problema: usaram o termo mine pensando no substantivo mina, não no nome próprio do estado de Minas Gerais.Além disso, a ordem adjetivo antes de substantivo não foi respeitada.

2. Pão com frios:

Sugestão: Bread with cold cuts pode ser uma boa opção já que cold cuts inclui queijo, presunto, etc
Problema: o termo cold é um adjetivo, sendo assim não tem plural e usado sem nenhum substantivo depois fica sem sentido completo. Fica então uma informação incompleta e inapropriada.

3. Gravatinha ao sugo:

Sugestão: Bow-tie pasta with tomato pepper sauce. Esse é o termo que se usa na língua inglesa para esse prato.
Problema: esse tipo de massa, a gravatinha, tem um nome em inglês, não há motivo para não usá-lo. E o termo sugo se refere ao molho sugo, não ao verbo suck = chupar, sorver. Ou seja, provavelmente o estrangeiro vai se assustar ao ler isso. 

4. Saída:

Sugestão: Exit
Problema: Entrance é exatamente o contrário de exit. Imaginem a confusão que essa placa pode causar a um estrangeiro!

5. Cocô:

Sugestão: Coco =  coconut.
Super problema: Esse caso é ainda mais constrangedor que os anteriores, já que o termo em português já está errado e eu acredito que as pessoas, de forma geral, nem no Brasil, nem no mundo todo queiram comer fezes! O nome da fruta é coco, sem acento circunflexo, gente! 

6. Desembarque X Embarque:

Sugestão: Desembarque é Arrivals e embarque é Boarding.
Problema: o termo embarque também pode ser departure. Setor de embarque = Departure hall.

7. Água com gás, mate e limão:

Sugestões: água com gás é sparkling water; Chá mate é mate tea ou ainda yerba mate tea e limão é lemon.
Problemas: além dos de ortografia, dizer que uma fruta é assassina ou vai matar alguém pode ser assustador.

Se você quiser fazer alguma sugestão, pode deixar seu comentário! É sempre bom analisarmos questões culturais e de uso antes de tomarmos decisões, quando traduzimos algo.

Tradutores eletrônicos e até mesmo dicionários podem não nos oferecer uma escolha adequada, precisa ou realmente utilizada pelos falantes da língua alvo.
Traduzir pressupõe pesquisa!
Até mais, pessoal!

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Vantagens de viajar sabendo o idioma local

 
Viajar sem saber o idioma local pode ser um tanto arriscado.
Caso o turista não saiba nada no idioma do país que está visitando, ele pode passar por situações constrangedoras ou ainda até correr algum risco.
Nunca se sabe exatamente o que pode acontecer no local. Não entender uma placa ou um aviso, não entender nada do que está escrito em um cardápio e cometer gafes devido ao não entendimento do que foi falado são algumas situações corriqueiras que um turista passa por não ter conhecimento da língua e cultura locais.
O turista brasileiro, por exemplo, julga muitas vezes que irá se dar muito bem falando apenas a sua língua, quando vai viajar para países de língua espanhola, pela proximidade das duas línguas. Mas essa crença pode ser ilusória também. Conheço brasileiros que tenham ido ou passado pela Espanha, por exemplo, e não obtiveram muito sucesso com suas tentativas de portunhol. O mesmo em outros países de língua espanhola.
Porque mesmo que duas línguas tenham a mesma origem, como o português e o espanhol, elas podem ter também alguns fatores que dificultam a compreensão das mesmas, como falsos cognatos, grandes diferenças de pronúncia de vogais, consoantes ou até mesmo de palavras inteiras.
A língua italiana se assemelha muto à língua portuguesa, tendo origem latina, mas os italianos têm uma pronúncia bastante particular, rápida e podem não ser muito pacientes quando não se entende nada do que eles dizem. Alguns brasileiros me relataram casos de certo estresse ao lidar com alguns italianos que não falavam inglês (nem todos falam e alguns falam muito mal).
A língua francesa tem grande parte origem no latim também, mas sofreu várias influências, passando a não se assemelhar mais à língua portuguesa nem na ortografia, tampouco na pronúncia, salvo casos de empréstimos que portugueses fizeram do francês e que nós então herdamos, como bombom, chef, petit gateau, etc.
No caso de línguas de outras origens ou ainda as que são menos parecidas ainda com a língua portuguesa, como a língua inglesa, a japonesa e a chinesa, vale lembrar que tentativa nenhuma de tentar entender, relacionando ao português, é válida, salvo alguns casos de cognatos do inglês. Mas esses cognatos podem ser facilmente identificados quando lidos, não quando falados.
No mínimo, o turista deve viajar com uma certa bagagem da língua inglesa, por ser universalmente falada.
Na minha experiência, posso concluir então que ao viajar sabendo falar a língua local, percebi:
- Melhor atendimento e muita gentileza da parte dos nativos:
Aconteceu comigo casos de nativos que além de me informarem gentilmente a localização de lugares que perguntei, fizeram questão de me levar até o local em Los Angeles, ganhei conexão ilimitada de internet  e um adaptador de tomada extra em um hotel em Nova York, entre outras gentilezas que costumam ser feitas porque os nativos de um país gostam de lidar com turistas que falam a língua deles. É muito mais agradável e a comunicação, muito mais eficiente.

- Melhor aproveitamento da viagem:
Como é bom sentar-se tranquilamente em um restaurante e fazer o seu pedido, ou ainda fazer umas comprinhas sem qualquer problema! E participar de eventos do local então! É uma delícia! A segunda foto dessa postagem é de um evento que participei me N. Y., da Colgate. Teve uma série de premiações de tablets, camisetas, câmeras! Mas claro, só participava quem entendia as regras.

- Menos riscos:
Como disse anteriormente, pode ser arriscado não entender o que acontece exatamente em um lugar, principalmente em um outro país. Sei de brasileiros que foram multados ou ainda quase foram para na cadeia por problema de comunicação. Se um guarda te alertar sobre algo, você tem que saber do que se trata.
Situações de alerta ou de repreensão podem acontecer e em outros países não há o famoso 'jeitinho' ou chorinho, ou qualquer outro tipo de tentativa de escapatória.

Planejar uma viagem internacional inclui preparar-se em todos os sentidos, para que nada estrague a sua experiência, que pode ser maravilhosa!
Mas se você estiver sem tempo pra se preparar nesse sentido, estudando a língua e a cultura do país estrangeiro que vai visitar, não corra riscos, contrate um intérprete.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

About festas juninas


Have you ever heard about a Festa Junina?? (Portuguese pronunciation: [ˈfɛstɐ ʒuˈnĩnɐ])?
Brazilians love to organize parties and these are very traditional.
They take place each year, all around Brazil.
These parties are lots of fun and they are just around the corner, since they start in June!
Typical food and drinks are served during the parties, participants dance quadrilha, wearing caipira outfits, with the sound of caipira music playing.
I found the websites listed below very interesting. They contain lots of information about these festivities which so many Brazilians love.

Check them out:

http://www.worldcupriobrazil.com/20130529_festa-junina/

http://gobrazil.about.com/od/festivalsevents/g/juninas.htm

terça-feira, 27 de maio de 2014

Back to black


A expressão back to black é frequentemente usada para indicar que algum tipo de tentativa foi feita, mas depois percebe-se que não era bom ou não dá certo, então volta-se a fazer o que se fazia ou se sabia fazer anteriormente.
Pode ser uma tentativa relacionada a relacionamentos, como a canção de Amy Winehouse (imagem acima) exemplifica bem.

O Urban Dictionary também explica bem essa expressão:
"got into a relationship and changed aspects of the way you live and your life. got out of the relationship (exonerated yourself, more like it) and going back to your life (just the way YOU like it) = back to black. 
going back to your ex, because that's what you know = back to black.
giving up staying straight, and giving in to your addiction = back to black." 

Fonte:
http://www.urbandictionary.com/define.php?term=back%20to%20black

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Exsite Festa Junina fora do Brasil?


Vários alunos já me perguntaram se há algum tipo de festa junina nos Estados Unidos.
Com o nosso intuito e origem católica, feita por americanos, não há não. Mesmo porque a grande maioria dos americanos tem como religião a protestante.
As festas juninas que temos no Brasil são muito ligadas a homenagens a santos, além de termos pratos e bebidas típicas, que só com a organização de brasileiros que moram no exterior para ficar igual ou muito semelhante ao que tempos no Brasil.
Devido à grande quantidade de brasileiros morando na Florida, há festas juninas por lá porque brasileiros organizam.
Aqui está um vídeo mostrando a festa por lá:
https://www.youtube.com/watch?v=uTvNt_a8fck

Em Londres também organizam festas muito legais, como a que encontrei nesse blog:
http://www.culturart.co.uk/festa-junina-in-london/

Aí surgiu uma outra pergunta: há algum tipo de dança semelhante ao que chamamos de quadrilha?
Bem, o que mais me lembra a organização de quadrinha são o que os americanos chamam de line dance.
Esse tipo de dança é feita com grupos vestidos à caráter, ou seja, com roupas de cowboy e o grupo dança música country. 
No Brasil temos o caipira. Nos Estados Unidos temos o country.
Confira os links:
https://www.youtube.com/watch?v=AupZaN1ZP-c
https://www.youtube.com/watch?v=tSpyN4MaeLU

Agora, se a questão é o uso de um termo semelhante ao 'caipira' para designar uma mulher ou um homem matuto, como um termo pejorativo mesmo, temos na língua inglesa algo bem semelhante: redneck. Esse termo é realmente bem próximo ao que chamamos de caipira.
Se você fizer uma pesquisa sobre o termo e ver as imagens dos rednecks você pode se assustar... ou rir muito!  

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Vai viajar? Dicas o site G1

Gostei muito das dicas do site G1, da Rede Globo, para quem vai fazer viagens mais longas de avião.
São elas:

1- Alimentação
Os cuidados devem começar antes do voo. A partir do dia anterior ao embarque, evite bebidas gasosas, comidas ricas em fibras e que fermentem (como feijão, repolho e pepino), pois isso vai piorar a sensação de inchaço na barriga, comum entre os passageiros.
Evite, também, bebidas alcoólicas, pois o álcool diminui a capacidade de as células cerebrais utilizarem o oxigênio –que está diminuído a bordo da aeronave.
As mesmas recomendações alimentares valem durante o voo. Evite os alimentos acima e prefira comer massas e beber água e sucos de frutas.
Para manter a hidratação, recomenda-se beber um copo de água ou suco a cada duas horas de voo.
2) EnjoosQuem costuma ter enjoos durante a viagem deve tentar se sentar em uma poltrona na janela, preferencialmente perto da asa.

Também vale evitar a ingestão excessiva de líquidos, comida gordurosa, condimentos e refrigerantes.
3) Inchaço nas pernasÉ um dos sintomas mais comuns durante o voo, e surge devido ao grande tempo sentado. É possível evitar o problema mesmo sem sair da poltrona: movimente a batata da perna e faça exercícios de rotação com os pés.

Quem costuma sentir mais desconforto pode também usar meias elásticas em viagens acima de quatro horas, o que reduz bastante o problema.

4) AlergiaPessoas com rinite ou outro tipo de alergia devem levar soro ou hidratante para o nariz, além de medicamentos específicos, caso estejam usando.

Antes do pouso, vale usar descongestionante nasal para evitar a dor causada pelo aumento da pressão no interior da orelha média.
Quem estiver em fase de crise deve conversar com o médico para obter orientações antes de viajar.
Fonte:
http://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/2012/12/confira-dicas-para-reduzir-o-desconforto-em-viagens-de-aviao.html